domingo, 17 de maio de 2009

Apresentação

Olá jovens, moças, rapazes, estudantes, senhoras e senhores.

Meu nome é Márcia Okamura, estudo Letras na Universidade do Estado do Pará e felizmente meu projeto (abaixo) foi aprovado na chamada 2009 do Programa de Bolsas de Iniciação Científica (PINC) da UEPA.

Para você que não costuma navegar em blogs, na coluna à direita: "arquivos do blog", você poderá visualizar as postagens feitas por mim e ler todas as etapas de como o projeto foi construído.

Como iniciante no mundo da pesquisa científica e acadêmica, aceito ajudas, comentários e todos os tipos de críticas.

Grata pela atenção,
Márcia Okamura (UEPA).

1. Ficha Resumo:

TÍTULO: O Audiolivro: Formando Narradores e Leitores Competentes

AUTOR(ES):
MÁRCIA OKAMURA COUTINHO

PROFESSSOR/ORIENTADOR: JESSILÉIA GUIMARÃES EIRÓ

ALUNO(S) BOLSISTA(S): MÁRCIA OKAMURA COUTINHO


CENTRO: CCSE (UEPA)
GRUPO DE PESQUISA O QUAL O PROJETO ESTÁ VINCULADO: CUMA – Cultura e Memórias Amazônicas
DEPARTAMENTO DO PROFESSOR- ORIENTADOR: DLLT

CURSO DOS ALUNO(S) BOLSISTA(S):

LICENCIATURA EM LETRAS – LÍNGUA PORTUGUESA

2. Objetivos do Estudo:


  • Divulgar o audiolivro a estudantes do curso de Letras e estudantes belenenses como uma alternativa de acesso a obras normalmente disponíveis na modalidade escrita.
  • Apresentar o processo de produção de um audiolivro para compreender a importância da interpretação oral do narrador; bem como realizar uma breve oficina para técnicas de leitura oral expressiva das obras de literatura de expressão amazônica e realizar um ensaio com a gravação de vozes de estudantes belenenses do Ensino Médio de escola pública, escolhidos por pré-seleção e entrevista.
  • Promover discussões sobre produções futuras de audiolivros de literatura brasileira de expressão amazônica, como uma forma de divulgar as obras de autores paraenses.

3. Resultados Esperados

Espera-se que, com a execução do presente projeto, haja uma divulgação do audiolivro como uma nova alternativa de acesso às obras que, normalmente, estão disponibilizadas apenas na modalidade escrita, inibindo o acesso dos portadores de necessidades especiais, nesse caso, deficientes visuais e portadores de baixa visão. Intenta-se doar o ensaio dos alunos à Biblioteca Pública Arthur Vianna (PA), à Fundação Dorina Nowill Para Cegos (SP) e à Instituição Benjamin Constant (RJ).
Além disso, espera-se despertar o interesse de alunos que não são afeitos à leitura, ensinando-os a ler com gosto silenciosa ou oralmente, promovendo assim uma aproximação desses com os bens culturais veiculados pela mídia escrita e tornados mais acessíveis pelo audiolivro, constituindo-se esse num meio de transformação do não leitor em leitor.
Apresentar o resultado da breve simulação da gravação à equipe pedagógica e docente das escolas belenenses bem como à Secretaria de Educação do Estado, como forma de lançar a ideia de realizar festivais ou exposições, com possíveis premiações de audiolivros produzidos por cidadãos belenenses, pois estes não fariam só uma gravação de suas vozes, bem como exercitariam a escrita e a leitura de suas próprias narrativas ou da Literatura Brasileira, reconhecendo e respeitando a diversidade linguística falada e escrita no Brasil.
Por fim, espera-se divulgar os resultados deste projeto através de eventos culturais nas áreas de Letras, Artes e Educação, e estimular o contato e a fruição da produção literária de autores paraenses, pouco conhecidos dos alunos e deficientes visuais da região.

4. Delimitação do Problema

Não obstante se esteja vivendo a realidade da globalização, em que o avanço tecnológico e a criação de novas mídias ocorram numa velocidade estonteante, é possível observar que um número muito grande de pessoas ainda está excluída dessas benesses. Exemplo disso é o que ocorre com o audiolivro, que, embora, já seja uma realidade, não tem tido uma ampla divulgação e, consequentemente, não tem sido utilizado. Aliado a isso, há a realidade de que há uma escassez muito grande de obras disponíveis aos portadores de baixa visão e deficientes visuais. Tal carência pode ser suprida pela produção de audiolivros, os quais tornarão acessíveis a esse público e a todos os outros as obras até então disponíveis somente na modalidade escrita.
Outro instigante desafio é fazer com que os jovens belenenses não abandonem o hábito da leitura; que leiam mais. Com o audiolivro, os estudantes reconhecerão como se deve ler, silenciosa ou oralmente, da forma correta e sentindo a leitura fluir prazeirosamente.
Prestigiar obras de literatura de expressão amazônica, as quais ainda são discriminadas, é um dos problemas a ser sanado.

5. Justificativa (parte 1)

O audiolivro se apresenta como uma alternativa de veiculação social de bens culturais, especificamente, de obras literárias, entre alunos do curso de Letras e estudantes; e portadores de baixa visão e deficientes visuais.
O primeiro grupo se constitui objeto de interesse no sentido de que é senso comum a distância que há entre um livro e a maioria dos alunos, ainda que do curso de Letras. Assim sendo, o audiolivro pode se constituir num elemento de aproximação e de constituição desse não leitor em leitor, pela possibilidade do contato com obras narradas por narradores especializados, tendo a disponibilização dos recursos próprios da oralidade, que tornam a leitura atraente e remontam às suas primeiras experiências enquanto leitores, aquelas em que ouviam embevecidos as histórias que lhes eram contadas. Na realidade, essa tem sido a iniciação à leitura de todos antes de experienciar a escola.
Em face disso, o audiolivro pode se constituir uma retomada dessa caminhada rumo ao contato com o livro impresso e representar a redescoberta dos incríveis mundos e infindáveis experimentações disponíveis nas obras literárias, através da seleção de um grupo de estudantes belenenses do Ensino Médio de escola pública para realizar um curto ensaio, com a gravação de suas vozes, a fim de compreender a importância da interpretação oral do narrador.
Sabe-se que os alunos brasileiros tem o hábito de ler pouco ou, pior, não ler. Dentre as causas, uma delas é não saber ler corretamente, apesar dos livros conterem sinais gráficos, estes não são respeitados ou são ignorados, o que atrapalha o correto ritmo de leitura que os diferentes tipos textos pedem.
O segundo grupo, dos portadores de deficiência visual, tem no audiolivro a possibilidade de aumentar o seu acesso ao acervo literário gestado em língua portuguesa, tendo, portanto, garantido o seu direito de acesso aos bens culturais na qualidade de cidadão. Logo, o audiolivro vem suprir uma deficiência que se revela na pouca quantidade de obras publicadas em braile, aliado ao fato de que muitos desses portadores de deficiência visual não terem conhecimento dessa escrita especializada. Ao fim do projeto, propõe-se doar o material de teste para a Biblioteca Pública Arthur Vianna, em Belém, contribuindo para seu acervo de audiolivros; para a Fundação Dorina Nowill Para Cegos, em São Paulo que desenvolve projetos há 62 anos para a inclusão do deficiente visual à sociedade; e para o Instituto Benjamin Constant, o qual assiste à educação básica, de responsabilidade do Governo Federal, no Rio de Janeiro.

5. Justificativa (parte 2)

Além disso, a temática proposta se revela pertinente por buscar promover a divulgação do acervo cultural, literário, produzido pelos autores paraenses, tão pouco conhecidos, além de divulgar o ensaio do grupo de alunos belenenses. Nesse sentido, o projeto enseja chamar atenção para a produção de audiolivros específicos de literatura brasileira de expressão amazônica, os quais representariam uma amostra da diversidade linguística falada no Brasil, demonstrando a sua importância como uma via de acesso a esse patrimônio cultural de nossos conterrâneos, diminuindo e quebrando preconceitos.
Pretende-se, também, apresentar o projeto concluído ou em fase de conclusão em palestras; na Semana Acadêmica da Universidade, em eventos e, especialmente, na FORPEEXP e na Feira Pan-Amazônica do Livro, circunstâncias ideais para apresentar a gravação do ensaio de Literatura Brasileira de Expressão Amazônica produzido através deste projeto, feito por alunos belenenses e para os portadores de deficiência visual.
Em suma, o projeto se justifica por apresentar a discussão e apropriação de um tema desconhecido da maioria dos alunos e que pode se constituir numa excelente mídia de propagação da Literatura de Expressão Amazônica, bem como uma resposta à necessidade de tornar acessíveis os bens culturais aos portadores de deficiência visual.

6. Referencial Teórico (parte1)

No Brasil foram escritos, no máximo, artigos de opiniões sobre o audiolivro. Porém, pesquisas científicas tem sido feitas nos Estados Unidos, onde o audiolivro começou a se tornar popular, principalmente, nas escolas americanas.
Uma pesquisa guiada pelo Dr. Frank Serafini, professor assistente de alfabetização e literatura infantil na Universidade de Nevada, em Las Vegas, diz:
Especialistas concordam que ler em voz alta é a mais importante atividade para o desenvolvimento da proficiência de habilidades de leitura. O caminho para se tornar um leitor começa com ouvir histórias. De fato, o relatório da Comissão de Leitura intitulou a situação de “Tornando uma Nação em Leitores” e alega: “A mais importante atividade, para a construção do conhecimento adquirido, resultante do sucesso da leitura é lendo em voz alta para crianças.” Ler em voz alta para estudantes mantidos no processo da perpeção fonêmica através da introdução dos sons da escrita da língua, permite o acesso à estrutura da língua escrita, demonstra fraseamento apropriado e entonação, e fornece um modelo da leitura fluente. Serve como uma introdução a importantes lições e histórias da nossa cultura e provém acesso à literatura. Ler em voz alta para crianças é a chave para o desenvolvimento de uma longa vida de habilidade na leitura. (SERAFINI, 2004: 2)
Fazendo com que crianças e jovens se interessem pela Literatura de expressão amazônica quando o projeto atingisse a etapa de realizar um ensaio, com a gravação de vozes de alunos do Ensino Médio de escola pública, para compreender a importância da interpretação oral do narrador.
Além da capacidade de ensinar às pessoas a correta pronúncia, pontuação e entonação, a mesma pesquisa aponta o audiolivro como uma importante ferramenta de integração dos alunos à Literatura, uma vez que toda a classe pode ouvir as histórias e discuti-las junto ao professor, no mesmo dia. Não se propõem “abandonar” o livro impresso, pois este é também necessário para o crescimento do interesse dos jovens pela leitura.
Muitas pessoas abandonam o hábito da leitura porque não sabem acompanhar o ritmo de uma história ou poema:
O que mais se observa são pessoas que leem aos tropeços, arrancos e solavancos, ou então de forma inexpressiva e estereotipada. (...) Tais dificuldades estão na maioria dos casos relacionadas com hábitos adquiridos na infância. Na base desses hábitos estão as dificuldades iniciais e o predomínio da leitura silenciosa. (BRANDI, 2002:193) (grifo nosso).

6- Referencial Teórico (parte 2)

Sabe-se que é escasso o conhecimento e interesse pelas obras de Literatura de expressão amazônica pelos alunos de Belém. Este projeto visa atraí-los para conhecer nossa rica Literatura fazendo com que os próprios imerssem na obra sendo o narrador ou os personagens. Pelo uso de suas próprias vozes, lançando livremente a ideia de os mesmos produzirem as suas próprias gravações, as chances de atrair este público, desinteressado pela Literatura de sua região, serão altas, pois os mesmos se ouvirão e se sentirão inclusos como seres ativos da arte da narrativa oral, tornando este um dos objetivos deste projeto, além de ajudá-los a ler corretamente em silêncio ou oralmente. Desse modo, um forte vínculo leitor-obra será criado, atraindo mais jovens interessados a dar a voz e vez à leitura de obras amazônicas.
Somente quando recria a história mediante uma inter-relação de voz, corpo e visão interior, consegue seu mais alto nível de expressão criativa. Através da imaginação, das palavras e das imagens mentais, o narrador desenvolve seus contos para deleite do encantado ouvinte. Isto requer cada grama de energia do narrador, conhecimentos narrativos e imaginação: requer cada grama de imaginação do ouvinte e identificação quando o conto é bem narrado. (Logan, L.M. & Logan, 1980, p. 264-265)

Para que qualquer atividade dentro ou fora da escola seja executada com sucesso, o jovem precisa sentir-se parte integrante do todo. Apesar da inclusão das literaturas de expressão amazônica na grade curricular paraense (as “leituras obrigatórias” para o vestibular), nota-se que o estudante não interessa-se verdadeiramente, mas apenas alguns poucos.
Quando o aluno sabe que a sua voz pode fazer a diferença na arte da narrativa, então começará a notar o quão complexa é a literatura de expressão amazônica, pois há um comprometimento e um sentimento mesmo de leitor não passivo, porém participante na construção e manutenção de nossa rica cultura amazônica.

7. METODOLOGIA (parte 2)

A pesquisa tem o método e o tipo experimental, por permitir o estabelecimento de relações de causa e efeito por meio da indução, que implica em um trabalho de campo, de abordagem quati-qualitativa. A metodologia a ser empregada envolverá algumas fases, a saber:
I. PESQUISA: Em bibliotecas, revistas, sites, artigos, periódios, livros; bem como levantamento de experiências semelhantes com grupos de alunos; a pesquisa bibliográfica no que tange à gênese da criação e utilização do audiolivro juntamente com o levantamento de obras literárias disponíveis nesta nova tecnologia.

II. ESCOLHA DAS ESCOLAS E DOS ALUNOS VOLUNTÁRIOS:
1. A escola pública a qual tiver turma de Ensino Médio e acatar com o pedido (mediante solicitação da pesquisadora, via ofício) será visitada. Então, explicar-se-á o projeto aos coordenadores e corpo político-pedagógico.
2. Far-se-ão pré-seleções e entrevistas aos alunos, mediante explicação do projeto aos mesmos, consultando a disponibilidade dos estudantes, e solicitando Declaração de Consentimento aos responsáveis no caso de se tratar de menores de idade.

III. OFICINA DE LEITURA ORAL, ENSAIO DA OBRA ESCOLHIDA, GRAVAÇÃO EM ESTÚDIO:
1. A oficina de Leitura Oral pesquisará a qualidade da leitura oral dos voluntários e compreenderá técnicas de narradores profissionais, tais como: personagem, entonação, pronúncia, ritmo e respiração para que se compreenda a importância da interpretação oral do narrador de audiolivro: novidade que ouvirão em CD durante os encontros. O ensaio da obra de literatura amazônica escolhida ocorrerá na própria escola, em sala vaga, seguindo horários e dias estipulados entre os alunos, pesquisadora, e corpo pedagógico, observando o calendário escolar. Ao final de qualquer encontro com o grupo, sempre haverá coleta de dados sobre a experiência.
2. Como resultado da oficina, gravar-se-á o ensaio de um (01) trecho, conto ou crônica (da obra eleita) de curta duração, em estúdio, escolhendo uma data de comum acordo entre voluntários, pesquisadora e estúdio. Por fim, os voluntários serão entrevistados oralmente e responderão a questionários sobre a experiência: livro, audiolivro, e gravação do ensaio.

7. METODOLOGIA (parte 1)


IV. PESQUISA QUANTITATIVA:
Num prazo de 28 dias far-se-á um questionário para levantamento de dados estatísticos, o qual, basicamente, incluirá perguntas como: Você já ouviu falar no audiolivo?; Caso sim, o que achou?; etc. Os questionários serão do tipo perguntas fechadas e múltipla escolha já pré-estabelecidos e fixos. Escolher-se-ão os informantes aleatoriamente, em vários bairros de Belém, como feiras, shoppings, faculdades, colégios, escolas para deficientes visuais, vias públicas, etc. Em hipótese alguma reconhecer-se-ão os nomes dos informantes.

V. DIVULGAÇÃO, ANÁLISE DE DADOS E RELATÓRIOS: A divulgação ocorrerá durante todo o ano através de colóquios propiciados pelo grupo de pesquisa a que este projeto está vinculado, aproveitando os eventos promovidos pelo grupo; o resultado de tais colóquios e discussões será disponibilizado pelos pesquisadores à comunidade acadêmica para a realização de projetos que viabilizem a produção de audiolivros, que atendam à crescente demanda de material de qualidade e que se adéque às necessidades dos portadores de deficiência visual, bem como se constitua como mais um meio de acesso a todos os “leitores” em potencial.
A coleta de dados ocorrerá a cada fim de encontro com o grupo de alunos, e sua análise far-se-á no penúltimo mês. Será produzido um relatório parcial e, por fim, elaboração e divulgação do relatório final de pesquisa o qual constará todos os dados obtidos.

VI: INSTRUMENTOS A SEREM UTILIZADOS: aparelho(s) de mp3 para gravação das vozes durante a oficina, a fim de acompanhar a evolução da leitura oral dos voluntários; livros e audiolivros para os voluntários experienciarem os meios de contato com a literatura; um (01) aparelho de som tocador de CD em arquivo mp3; pranchetas e papéis usados na fase da pesquisa quantitativa.

9 - Referências Bibliográficas:

BEERS, K. Listening while you read. School Library Journal, 1998. Link para acesso: http://www.audiobookshelf.com/listen.html (data do acesso: 13/01/09 às 17:43 hs)

BRANDI, Edmée. Educação da voz falada: a terapêutica da conduta vocal. 4ª ed. rev. e ampliada. São Paulo: Editora Atheneu, 2002.

GONÇANVES, Hortência de Abreu. Manual de Metodologia da Pesquisa Científica.(Capítulo 4:Pesquisa Científica: Tipos e Modalidades; p.84-86) São Paulo: Avercamp, 2005.

LOGAN, L.M., LOGAN, V.G. Estrategias para una enseñanza creativa. Vilassar de Mar, Espanha: Oikos-tau, 1980.

MARCHIONDA, Denise. A bridge to Literacy: creating lifelong readers through audiobooks. ©AudioFile Publication: AudioFile Magazine: Portland, Maine, 2001. Link para acesso: www.randomhouse.com/highschool/RHI_magazine/pdf/serafini.pdf (data do acesso: 13/01/09 às 17: 48 hs)

PENTEADO, José Roberto Whitaker. A técnica da comunicação humana. 12ª ed. São Paulo: Pioneira, 1993.

REYZÁBAL, Maria Victoria. A comunicação oral e sua didática. Tradução de La comunicaión oral y su didáctica. Traduzido por: Waldo Mermelstein. Bauru; São Paulo: EDUSC, 1999.

SERAFINI, Frank. Audiobooks and Literacy – an educator’s guide to utilizing audiobooks in the classroom. New York: Listening Library, 2004. Link para acesso:
www.randomhouse.com/highschool/RHI_magazine/pdf/serafini.pdf (data do acesso: 17/12/08, às 14:56 hs)