domingo, 17 de maio de 2009

6. Referencial Teórico (parte1)

No Brasil foram escritos, no máximo, artigos de opiniões sobre o audiolivro. Porém, pesquisas científicas tem sido feitas nos Estados Unidos, onde o audiolivro começou a se tornar popular, principalmente, nas escolas americanas.
Uma pesquisa guiada pelo Dr. Frank Serafini, professor assistente de alfabetização e literatura infantil na Universidade de Nevada, em Las Vegas, diz:
Especialistas concordam que ler em voz alta é a mais importante atividade para o desenvolvimento da proficiência de habilidades de leitura. O caminho para se tornar um leitor começa com ouvir histórias. De fato, o relatório da Comissão de Leitura intitulou a situação de “Tornando uma Nação em Leitores” e alega: “A mais importante atividade, para a construção do conhecimento adquirido, resultante do sucesso da leitura é lendo em voz alta para crianças.” Ler em voz alta para estudantes mantidos no processo da perpeção fonêmica através da introdução dos sons da escrita da língua, permite o acesso à estrutura da língua escrita, demonstra fraseamento apropriado e entonação, e fornece um modelo da leitura fluente. Serve como uma introdução a importantes lições e histórias da nossa cultura e provém acesso à literatura. Ler em voz alta para crianças é a chave para o desenvolvimento de uma longa vida de habilidade na leitura. (SERAFINI, 2004: 2)
Fazendo com que crianças e jovens se interessem pela Literatura de expressão amazônica quando o projeto atingisse a etapa de realizar um ensaio, com a gravação de vozes de alunos do Ensino Médio de escola pública, para compreender a importância da interpretação oral do narrador.
Além da capacidade de ensinar às pessoas a correta pronúncia, pontuação e entonação, a mesma pesquisa aponta o audiolivro como uma importante ferramenta de integração dos alunos à Literatura, uma vez que toda a classe pode ouvir as histórias e discuti-las junto ao professor, no mesmo dia. Não se propõem “abandonar” o livro impresso, pois este é também necessário para o crescimento do interesse dos jovens pela leitura.
Muitas pessoas abandonam o hábito da leitura porque não sabem acompanhar o ritmo de uma história ou poema:
O que mais se observa são pessoas que leem aos tropeços, arrancos e solavancos, ou então de forma inexpressiva e estereotipada. (...) Tais dificuldades estão na maioria dos casos relacionadas com hábitos adquiridos na infância. Na base desses hábitos estão as dificuldades iniciais e o predomínio da leitura silenciosa. (BRANDI, 2002:193) (grifo nosso).

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